Experiências Carismáticas na Igreja Adventista do Sétimo Dia; Presente e Futuro

10 de Julho de 2009 @ 16:01 - admin
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Título: Experiências Carismáticas na Igreja Adventista do Sétimo Dia; Presente e Futuro
Autor: George E. Rice
Endereço para o texto completo: http://www.musicaeadoracao.com.br/egw/experiencias_carismaticas.htm

Resumo:
O autor é membro do Ellen G. White Estate, ou seja, é uma autoridade para indicar qual é a interpretação apropriada aos textos do Espírito de Profecia. Com base em uma série de 12 artigos escritos por Arthur L. White para a Review ans Herald, o autor discorre sobre os conselhos de Ellen White acerca das experiências carismáticas ocorridas no passado e como elas deveriam se repetir no futuro, contradizendo alguns autores que pretendem dar uma interpretação historicista a alguns textos sobre este assunto, notadamente o texto que descreve as experiências carismáticas ocorridas na campal de Indiana em 1900 (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pp. 31-39).

Destaques:
“Qual foi o perigo que a profetiza viu lançando sua sombra sobre a senda do povo de Deus? Poderia ser que ela compreendera que Satanás introduziria as experiências extáticas em nossos cultos de adoração com o propósito de desviar as pessoas para longe da Palavra de Deus como sendo o árbitro das experiências religiosas, para os exercícios emocionais como o critério para uma experiência genuína? Uma coisa é clara; conforme a compreensão de Ellen White se aprofundou e Deus revelou a ela os métodos que Satanás usaria para ganhar o controle das igrejas cristãs ao término do grande conflito, suas palavras de cautela tornaram-se mais claras e mais fortes, conforme ela se conduziu a igreja para longe das experiências extáticas e emocionais.”

“Nosso culto de adoração não deve ser frio e sem vida. Ellen White diz que existe um entusiasmo saudável, mas o que é um entusiasmo saudável? “Unicamente o Espírito de Deus pode criar um entusiasmo são. Deixai que Deus opere, e ande o instrumento humano silenciosamente diante dEle, vigiando, esperando, orando, olhando a Jesus a todo momento, conduzido e controlado pelo precioso Espírito que é luz e vida” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pp. 16, 17). Um entusiasmo saudável é uma alegria santa que resulta de contemplarmos a obra de Deus. Esta alegria é expressa em louvor e adoração conforme o ser humano caminha mansa e reverentemente na presença do grande Criador e Redentor.”

“Devemos estar em guarda, que nossa experiência espiritual esteja fundamentada na Palavra de Deus, e não em experiência extáticas. Fortes alertas são dados àqueles que buscam um pico emocional através de uma “experiência espiritual”. A Palavra de Deus deve ser o sólido fundamento sobre o qual construímos a nossa experiência. Qualquer outra coisa, eventualmente provará ser um fundamento na areia. Note a ênfase colocada sobre a Palavra como base para nossas vidas espirituais.”

um abraço!
Levi

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3 Comentários »

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  1. Levi, vc disse que o artigo de George Rice está:
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    “contradizendo alguns autores que pretendem dar uma interpretação historicista a alguns textos sobre este assunto, notadamente o texto que descreve as experiências carismáticas ocorridas na campal de Indiana em 1900 (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pp. 31-39).”

    Eu pensei que a IASD tivesse um entendimento HISTORICISTA de qualquer profecia. Aqui parece que vc está indo contra esse entendimento historicista Adventista. Poderia explicar sua posição?
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    Entendo que sua alusão à “contradição” se refere claramente ao meu artigo que está sendo veiculado por todo o Brasil que se intitula “Ellen White Era Contra a Bateria Na Música Sacra?” publicado no meu blog www.AdventismoRelevante.com. Mas gostaria de ressaltar que não há a menor contradição entre as conclusões do meu artigo e as de Rice. Vejamos:
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    George Rice contextualiza, assim como eu o fiz, as declarações (”tambores” principalmente) do Mensagens Escolhidas à Indiana em 1900. O White Estate no Eventos Finais tb contextualiza a visão à Carne Santa. Suas implicações gerais e advertência quanto ao espiritismo no culto no tempo do fim permanecem porém. Vejamos:
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    Rice diz: “Ellen White estava se referindo aos erros fanáticos do movimento carne santa, que varreu as fileiras dos Adventistas que moravam em Indiana durante o início da década de 1900. … Assim como foi no movimento carne santa, a música será novamente usada por Satanás para tentar levar o povo de Deus a experiências que obscurecerão as verdadeiras obras do Espírito Santo.”
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    E no meu artigo eu concluo que: ” […] contextualizar a visão de [Indiana] e a sua aplicação como faz-se necessário para se evitar extremos de interpretação, não significa que a advertência contra o fanatismo se limita a Indiana em 1900 ou que estejamos imunes a ele e seu falso culto. Como ela disse: “Quanto aos testemunhos, coisa alguma é ignorada; coisa alguma é rejeitada…” A passagem contém princípios transcendentes para evitar que a “história se repita”. A igreja deve continuar em sua vigilância seguindo o conselho da “Palavra e nos Testemunhos” para que heresias carismáticas e o fanatismo não dêem “nenhuma animação … a tal espécie de culto”. (Reis, p. 13)
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    Veja que, assim como Rice, eu concordo que Satanás trabalhará para levar a IASD a experiências extáticas. Mas assim como Rice, não creio que os “tambores” necessariamente sejam os culpados do êxtase, haja vista que existem Igrejas Pentecostais que NÃO utilizam de tambores, nem de música “ritmada” mas de Música Sacra Tradicional e experimentam o êxtase. O espiritismo é conduzido ao som de música sacra erudita na Igreja Congregação Cristã no Brasil, por exemplo.
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    Para Ellen White e Rice, o êxtase é um resultado de uma TEOLOGIA carismática. Na IASD através do ministério de EGW não há o pano de fundo teológico para essas manifestações estranhas que seriam chamadas de “atuação do Espírito Santo”.
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    Veja que Rice não pretende criar princípios arbitrários contra estilos de música e instrumentos musicais em seu artigo. Ele se atém ao perigo teológico do carismatismo sendo auxiliado pela música.
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    Essa atitude equilibrada deve ser a nossa quanto à música adventista, que não deve ficar estática no tempo mas deve ser relevante ao contexto cultural do adorador
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    O emocionalismo pode ser ativado pela música? Sim. Mas as manifestações espiritualísticas severas que acompanham o culto pentecostal como falar em línguas, desmaios, possessões e exorcismos necessitam de uma base teológica para se sustentarem.
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    A música como “laço” nas mãos de Satanás pode ser aplicar a qualquer qualquer estilo musical, (para êxtase pentecostal ou falsa contemplação católica) que está no CENTRO da adoração e que pode receber qualidades salvíficas como pretende Dario Pires de Araújo em sua defesa da música sacra erudita alemã ou européia “Música Adventismo e Eternidade” divulgado aqui neste blog.
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    Música sacra como “instrumento de salvação” (DPA) é o maior “laço” que Satanás pode usar para levar adoradores ao falso culto.
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    Que a música é um “laço” de Satanás não só no êxtase do pentecostalismo mas também no falso culto contemplativo da Igreja Católica Romana pode ser lido no Grande Conflito p. 566-567:
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    “A música é excelente. As belas e graves notas do órgão, misturando-se à melodia de muitas vozes a ressoarem pelas elevadas abóbadas e naves ornamentadas de colunas, das grandiosas catedrais, não podem deixar de impressionar a mente com profundo respeito e reverência. Este esplendor, pompa e cerimônias exteriores, que apenas zombam dos anelos da alma ferida pelo pecado, são evidência da corrupção interna. … O fulgor do estilo não é necessariamente índice de pensamento puro, elevado. Altas concepções de arte, delicado apuro de gosto, existem amiúde em espíritos que são terrenos e sensuais. São freqüentemente empregados por Satanás a fim de levar homens a esquecer-se das necessidades da alma, a perder de vista o futuro e a vida imortal, a desviar-se do infinito Auxiliador e a viver para este mundo unicamente.” O Grande Conflito, p. 566-567.
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    É evidente aqui que Ellen White se refere ao culto e a música como “salvíficos”, que é teologia Católica, do qual a música contemplativa faz parte. Esses elementos “salvíficos” fazem o adorador se desviar do “infinito Auxiliador” e buscarem a salvação pelas obras, na Liturgia ou “perfeição” da música:
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    Diz Ratzinger: “Esta ação de Deus, que ocorre através da fala humana, é a ação “real” pela qual a Criação espera. Os elementos da terra são transubstanciados, retirados por assim dizer, de sua base humana, e transformados no corpo e sangue de nosso Senhor. … A real ação na liturgia é a ação do próprio Deus. Isso é real sobre a liturgia cristã: Deus age e faz o que é essential. (Ratzinger, o Espírito da Liturgia, 2000 p. 173)
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    A sutileza do erro é: Deus age através do elementos da liturgia (pão e vinho) para a expiação, fazendo de nenhum efeito o sacrifício “de uma vez por todas” na cruz.
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    Adventistas zelosos pela música e adoração caem facilmente neste erro por uma espécie de “transubstanciação musical” i.e., uma ênfase exagerada na “perfeição musical e adorativa”. Um conceito que ajuda neste erro de “música para salvação” é a analogia de música inapropriada como “fogo estranho”, que fere princípios bíblicos de exegese e leva consigo heresias teológicas como vimos acima.
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    A música sacra dever ser funcional (instrumento de pregação) e estar subserviente à centralidade de CRISTO no culto.
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    Finalmente, creio que a IASD precisa seguir avante com temor e tremor na questão da adoração. Não sejamos os primeiros a adotar a evolução natural da música sacra nem os últimos a abandonarem o que não é mais relevante hoje.

    Fiquem com Deus!

    Comentário de Andre — 14 de Julho de 2009 #

  2. Muito bem irmão André, também concordo com o seu entendimento na explicação que você fez.Que Deus o abençoe e lhe dê sempre sabedoria.

    Comentário de Isabel — 30 de Julho de 2009 #

  3. André, gostaria que o Sr. comentasse sobre o artigo do Pr. Otimar Gonçalves, Diretor dos Jovens da Divisão Sul Americana da IASD, que é contra o uso da bateria na igreja, seguindo outros pensadores, pastores, PHDs, músicos, teólogos da IASD. ~Se o Sr. morasse perto de uma casa onde se ensaiam esses tipos de músicas, que é um verdadeiro rock, o Sr. não conseguiria se concentrar para estudar seus srmões.Ou o Sr. mudaria ou chamaria a polícia, como já aconteceu. Ninguém aguenta essa música, que tira a concentração e nos leva para longe da adoração. Estamos copiando as outras igrejas quando elas é que deveriam nos copiar. Será que elas tem mais luz do que nós? O que falta vir agora? Gritos e danças, que acompanham necessariamente essa música ritmada que o Sr. defende com tanta ênfase? Desculpe-me pastor, mas não quero tambores nos meus ouvidos. Se o Sr. gosta, vá frequentar a igreja da nova semente em SP. Lá pode de tudo. Rock, cabelo comprido, tatuagens, calça comprida para mulheres, dança. Quem gosta desse estilo de música vai prá lá, mas me poupe das batidas dos tambores dos orixás. Abraços.

    Comentário de Ismael — 19 de Dezembro de 2009 #

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